Título: O conto da aia.
Autor: Margaret Atwood.
Editora: Rocco
Páginas: 368
Skoob
Valor médio: R$ 17,91

O Conto da Aia: Diferenças entre o livro e a série.

O Conto da Aia, é uma distopia narrada por Offred, uma aia, usada apenas para interesses reprodutivos. Diferente da série, o livro não trás o nome real da personagem, há momentos em que ela diz seu nome a algumas mulheres no centro vermelho e também a Nick, mas ele nunca é dito de modo que nós, leitores, possamos saber. 

Li sobre a escolha do nome na série, a autora não havia pensado em June, mas disse que estava ok o nome para ela. Como o livro é narrado no ponto de vista de Offred, não há como sabermos o que realmente aconteceu com Luke ou Moira. Ela realmente se encontra com Moira na casa de Jezebel, lugar de prostituição escondido onde o comandante a leva, mas elas se encontram apenas uma vez e trocam algumas informações. Já Luke, não se sabe o que realmente ocorreu com ele. A filha de Offred é narrada apenas uma vez como sendo uma menininha de cabelos loiros, mas seu nome também nunca é falado. 

Quando Offred aceita a oferta de Serena, para se relacionar com Nick, ela ganha o pequeno prazer de ver uma foto polaroid de sua filha, assim, ficamos sabendo que a menina ainda está viva em algum lugar. O Comandante e Serena possuem características de pessoas de idade, grisalhos. Selena sempre evitou Offred e seu nome verdadeiro era Pam, mas ela mudou de nome antes de Gileard. Ofglen é uma mulher rechonchuda, diferente da série, onde a atriz escolhida é bem magra. 

No livro ela nunca diz seu nome verdadeiro e nunca fala sobre sua sexualidade ou seu passado. Ela passa algumas informações para Offred e fala um pouco sobre a “rede” e sobre Mayday. Quando é descoberta como participante da rede, ela se mata enforcada. Pelo menos é isso que a nova Ofglen informa. 

Nick nunca diz se é um Olho, isso é uma especulação de Offred apenas. A gravidez dela também não é uma certeza, ela apenas diz que “sente que sim” em um momento do livro, e não fala mais disso. O final é uma interrogação enorme. Assim como na série, 

Nick guia ela para a van preta, não se sabe para onde ela será levada ele diz que ela pode confiar nele e usa a palavra Mayday, ela pode ter sido descoberta por ser da rede ou ele usou Mayday realmente para ajudar Offred.

Título: Alice no país das maravilhas / Alice através do espelho.
Autor: Lewil Carroll
Editora: Zahar
Páginas: 320
Skoob
Valor médio: R$ 25,80

Alice é uma garotinha, que descobre um mundo totalmente inusitado ao perseguir um coelho e cair em um buraco, que parecia não ter fim. Dentro deste buraco, muitas coisas anormais acontecem com ela, como crescer muito, ou ficar muito pequena, conversar com animais, com peças de xadrez, jogos baralho entre outros. 

Tanto no primeiro quanto no segundo livro, Alice passa por aventuras enigmáticas, cheia de poemas e frases de personagens em duplo sentido, onde há mensagens a uma criança e também, mensagens fortes para adultos. Podemos perceber também as características de sonhos na estória, onde Alice se encontra em um lugar e de repente ela aparece em outro. 

A estória infantil de Alice não é estranha à ninguém, pois trata-se de um clássico publicado no século XIX que chamou a atenção de adultos e crianças. Futuramente se tornou também um clássico da Disney. 

Decidi ler este livro pois, além de ser um livro muito comentado, outros livros que eu li citavam ele, de maneira bem interessante, de forma que me deixou bem mais curiosa. O primeiro que me fez ter mais vontade de le-lo, foi 3096 dias, o livro de Natascha Kampuch, uma garota austríaca que foi sequestrada e passou 10 anos com o sequestrador, ela narra que ele levou livros a ela nesse tempo e quando leu Alice, se sentiu como ela, enclausurada. 

O segundo o livro foi O Mundo de Sofia, que possui muitas analogias ao livro de Alice, tanto por ter uma garotinha como personagem principal, quanto em momentos e decisões que Sofia precisa fazer durante a estória. 

Eu indico este livro para todos os tipos de leitores. 

Nota: 5

Título: Vergonha.
Autor: Britainy C. Cherry.
Editora: Record
Páginas: 420
Skoob
Valor médio: R$ 33,92

Seguindo seu padrão em construir personagens machucados, em Vergonha, Brittainy C. Cherry nos apresenta a Jackson e Grace, duas pessoas com personalidades diferentes, entretanto com dores parecidas. 

Grace passa por um momento muito difícil de sua vida, após 15 anos de casamento, seu marido decide deixá-la, o que faz com que ela se sinta culpada pelo fim de tudo o que eles já viveram, tendo em vista que, após alguns abortos espontâneos, Grace foi perdendo sua vontade de expressar seus sentimentos.

Ainda amando seu marido, Grace volta para a cidadezinha onde sua família mora, a mesma onde conheceu Finn, seu então ex marido.

Ocorre que, a notícia de seu divórcio acaba gerando grande notícia na boca do povo da pequena cidade, talvez por não terem o que fazer em um lugar pequeno, a nova atração se torna Grace.

A frustação e tristeza de Grace ficam cada vez maiores quando ela percebe que sua melhor amiga escondia um segredo dela, que sua mãe não aceitava o seu divórcio e que seu carro favorito, e a única coisa que ela havia conquistado sozinha, quebra.

Mas, em consequência de seu carro ter estragado, Grace acaba conhecendo Jackson, um jovem com uma personalidade forte, e extramamente difícil, que, a princípio, ganha o ódio da mulher. Mas isso acaba mudando quando, em um momento de necessidade, sem ser chamado, Jackson ajuda Grace e, talvez, revela que não era o grande monstro intitulado pela cidade.

MINHA OPINIÃO

Sinceramente, o livro não me comoveu, não senti nenhum afeto pelos personagens, creio que a dor que eles sentem não foi muito bem expressada a ponto de fazer o leitor sentir a emoção que deveria sentir. 

Houve um grande exagero da autora quando o assunto era fofocas na cidade, fica enjoativo ler a quantidade de vezes que ela destaca que "as pessoas estavam cochichando" isso e mais alguns fatos me frustraram como leitora.

Nota: 2

Título: Até o fim.
Autor: Harlan Coben.
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Skoob
Valor médio: R$ 24,99


Temos aqui a estória de Nap Dumas, um detetive que, em sua adolescência, sofreu um grande trauma. Na mesma data em que seu irmão gêmeo, Leo, foi encontrado morto nos trilhos de um trem, junto com a sua namorada Diana, Nap perdeu Maura, o amor da sua vida, que sumiu e nunca mais deu noticias. 
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Apesar se tudo ter indicado que a morte de seu irmão e de Diana teria sido um suicídio, Nap nunca acreditou naquela história, e nunca aceitou o sumisso de Maura, carregando esses dois acontecimento durante anos.
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Após 15 anos do ocorrido, Nap recebe a visita de dois policiais em sua casa, informando que as digitais de Maura foram encontrados na cena de um crime, e passa a ser questionado se saberia alguma coisa sobre Maura, mas Nap fica muito confuso, uma vez que não via a mulher a 15 anos. 

Deu se então o inicio de uma investigação por parte de Nap, que começou a cavar a ferida profunda que existia em seu coração, e buscar respostas sobre a morte do policial que foi encontrado, e o que Maura teria a ver com essa morte, será que Maura estava envolvida com a morte de seu irmão a 15 anos atrás? 

Todos esses fatos ficam martelando a cabeça de Nap durante a estória e, como leitora, me deixou muito curiosa para saber o final, entender o que aconteceu naquela noite marcante na adolescencia do personagem. 

Uma curiosidade bem legal sobre o livro é que ele é narrado em primeira pessoa, mas Nap não conta a estória para um leitor, na verdade tudo parece estar sendo narrado para seu irmão morto, Leo.

Valeu a pena ler o livro, o final é bom, o livro não tem enrolação, talvez porque o personagem principal é um homem bem forte e direto naquilo que deseja. 

Nota: 5